Foi ali que aprendi ritmo, improviso e a responsabilidade de prender atenção sem uma tela. Reportagens, gravações e fotografias ajudam a contar essa trajetória.
Começou pequeno o bastante para caber em casa. E barulhento o bastante para chamar atenção.
Onde tudo começou
Comecei a alugar um pequeno equipamento de som por volta dos 10 ou 11 anos. Aos 13, a estrutura já ocupava a varanda de casa. Pouco depois, outras pessoas me ajudavam a montar uma equipe de som de maior porte.
Eu queria ser DJ, mas ainda era novo demais para que alguém me desse espaço. Então improvisei. Vieram as caixas, as luzes e os primeiros bailes. Aos poucos, a estrutura virou uma equipe de som que chamávamos de Oriel, o Som do Universo. O dinheiro não era o centro da história. O que me prendia era perceber que uma escolha de música conseguia mudar o clima de um lugar.
Como contei à Gazeta do Povo ↗, ainda adolescente transformei aquela estrutura numa pequena empresa de locação de equipamentos de som. Foi o começo de um caminho que me levaria ao rádio e ocuparia quase dez anos da minha vida.
Arquivo pessoal
Ariel ainda menino, diante da estrutura com que começou a tocar discos em casa. Ali começava a história como DJ.
Arquivo pessoal
Ariel tocando diante da equipe de som. Identificação do arquivo: aproximadamente 13 anos.
Arquivo pessoal
A estrutura cresceu antes de existir uma carreira no rádio.
Aprender fazendo
Antes da emissora grande, havia um microfone comunitário e gente de verdade do outro lado.
Passei cerca de dois anos em uma rádio comunitária de Pedra de Guaratiba, no Rio de Janeiro. Depois vieram programas frequentes em rádios comunitárias de Campo Grande.
Era uma escola sem distância entre quem falava e quem ouvia. Em partes da Zona Oeste, o sinal local chegava onde outras emissoras eram difíceis de sintonizar. A resposta vinha na rua, nos pedidos de música e nos eventos. Foi ali que a paixão por locução ganhou forma.
Arquivo pessoal
Um estúdio de rádio comunitária na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde a proximidade com os ouvintes fazia parte de cada programa.
Rádio comercial
A voz foi ganhando novas frequências.
Locução e apresentação
Transamérica Rio
Na Transamérica Rio, atuei como locutor e apresentador. Um vídeo de 2002 me credita na apresentação de uma matéria gravada nos estúdios da emissora, e uma notícia de 2003 registra “o locutor Ariel” no programa Detonando.
Na Jovem Pan, trabalhei como radialista ao lado de Edson Mackeenzy antes de criarmos o Videolog. A passagem pela emissora é registrada pelo Manual do Usuário.
Com Edson Mackeenzy, criei e apresentei o programa Turbulência na Transamérica Rio, com locução e identidade sonora próprias. Em 2002, a Som Livre lançou o CD “Turbulência — Transamérica 101,3”, preservado em catálogo comercial.
Na Rádio Mix, apresentei semanalmente um programa em horário nobre. A experiência consolidou minha atuação como locutor e apresentador em uma das principais emissoras jovens do país.
A ponte para a internet
O rádio ensinou a criar para uma audiência que eu não conseguia ver.
Na Jovem Pan, eu e Edson já trabalhávamos juntos antes de sermos sócios. Conversas breves com Luciano Huck reforçaram uma inquietação que eu carregava: se a televisão parecia distante, era preciso construir o próprio espaço para chegar ao vídeo.
A parceria entre mim e Edson começou no rádio. Em 2004, levamos aquela experiência de programação, audiência e improviso para uma plataforma em que qualquer pessoa poderia publicar e assistir a vídeos.
A história começa por volta dos 10 ou 11 anos, quando Ariel passou a alugar um pequeno equipamento de som. Como contou à Gazeta do Povo, na adolescência isso já tinha se transformado numa pequena empresa.
Foram quase dez anos trabalhando com rádio. A trajetória começou em emissoras comunitárias e passou por Transamérica, Jovem Pan, pelo programa Turbulência e pela Rádio Mix antes da dedicação integral ao Videolog.
Ariel e Edson Mackeenzy trabalharam juntos na Jovem Pan antes de criarem o Videolog. A convivência no rádio aproximou a dupla e ajudou a formar o repertório de comunicação que mais tarde seria levado para o vídeo na internet.