Arquivo pessoalRio de Janeiro · antes de 2004

Antes da internet,veio o rádio.

Foi ali que aprendi ritmo, improviso e a responsabilidade de prender atenção sem uma tela. Reportagens, gravações e fotografias ajudam a contar essa trajetória.

Fonte independente Arquivo audiovisual Experiência profissional

O primeiro negócio

Começou pequeno o bastante para caber em casa. E barulhento o bastante para chamar atenção.

Onde tudo começou

Comecei a alugar um pequeno equipamento de som por volta dos 10 ou 11 anos. Aos 13, a estrutura já ocupava a varanda de casa. Pouco depois, outras pessoas me ajudavam a montar uma equipe de som de maior porte.

Eu queria ser DJ, mas ainda era novo demais para que alguém me desse espaço. Então improvisei. Vieram as caixas, as luzes e os primeiros bailes. Aos poucos, a estrutura virou uma equipe de som que chamávamos de Oriel, o Som do Universo. O dinheiro não era o centro da história. O que me prendia era perceber que uma escolha de música conseguia mudar o clima de um lugar.

Como contei à Gazeta do Povo , ainda adolescente transformei aquela estrutura numa pequena empresa de locação de equipamentos de som. Foi o começo de um caminho que me levaria ao rádio e ocuparia quase dez anos da minha vida.

Ariel ainda menino diante de uma pick-up, discos e equipamentos de som em casa
Arquivo pessoal

Ariel ainda menino, diante da estrutura com que começou a tocar discos em casa. Ali começava a história como DJ.

Ariel adolescente diante de uma estrutura de caixas de som montada na varanda
Arquivo pessoal

Ariel tocando diante da equipe de som. Identificação do arquivo: aproximadamente 13 anos.

Estrutura de caixas de som montada na varanda da casa de Ariel
Arquivo pessoal

A estrutura cresceu antes de existir uma carreira no rádio.

Aprender fazendo

Antes da emissora grande, havia um microfone comunitário e gente de verdade do outro lado.

Passei cerca de dois anos em uma rádio comunitária de Pedra de Guaratiba, no Rio de Janeiro. Depois vieram programas frequentes em rádios comunitárias de Campo Grande.

Era uma escola sem distância entre quem falava e quem ouvia. Em partes da Zona Oeste, o sinal local chegava onde outras emissoras eram difíceis de sintonizar. A resposta vinha na rua, nos pedidos de música e nos eventos. Foi ali que a paixão por locução ganhou forma.

Ariel e colegas em um pequeno estúdio de rádio comunitária
Arquivo pessoal

Um estúdio de rádio comunitária na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde a proximidade com os ouvintes fazia parte de cada programa.

Rádio comercial

A voz foi ganhando novas frequências.

Locução e apresentação

Transamérica Rio

Na Transamérica Rio, atuei como locutor e apresentador. Um vídeo de 2002 me credita na apresentação de uma matéria gravada nos estúdios da emissora, e uma notícia de 2003 registra “o locutor Ariel” no programa Detonando.

Ver arquivo de 2002
Rádio e parceria

Jovem Pan

Na Jovem Pan, trabalhei como radialista ao lado de Edson Mackeenzy antes de criarmos o Videolog. A passagem pela emissora é registrada pelo Manual do Usuário.

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Criação e locução

Turbulência

Com Edson Mackeenzy, criei e apresentei o programa Turbulência na Transamérica Rio, com locução e identidade sonora próprias. Em 2002, a Som Livre lançou o CD “Turbulência — Transamérica 101,3”, preservado em catálogo comercial.

Ver o registro comercial do CD
Apresentação semanal

Mix

Na Rádio Mix, apresentei semanalmente um programa em horário nobre. A experiência consolidou minha atuação como locutor e apresentador em uma das principais emissoras jovens do país.

A ponte para a internet

O rádio ensinou a criar para uma audiência que eu não conseguia ver.

Na Jovem Pan, eu e Edson já trabalhávamos juntos antes de sermos sócios. Conversas breves com Luciano Huck reforçaram uma inquietação que eu carregava: se a televisão parecia distante, era preciso construir o próprio espaço para chegar ao vídeo.

A parceria entre mim e Edson começou no rádio. Em 2004, levamos aquela experiência de programação, audiência e improviso para uma plataforma em que qualquer pessoa poderia publicar e assistir a vídeos.

Continuar pela trajetória documentada

Arquivo pessoal

Estúdio, rua, palco e bastidor. O rádio acontecia em todos eles.

As fotografias abaixo pertencem ao arquivo pessoal de Ariel Alexandre e atravessam estúdios, palcos, eventos e bastidores dessa fase profissional.

Ariel em encontro de estúdio com convidados do meio musical
Ariel em bastidor ao lado de um convidado do meio musical
Ariel em evento de rádio ao lado de um convidado
Ariel em registro de bastidor com artista convidado
Ariel em encontro ligado à música e ao rádio
Ariel ao lado de convidada durante a fase do rádio
Ariel em bastidor de evento com convidado do meio musical
Ariel em estúdio durante a fase do rádio
Ariel em encontro com profissionais e convidados
Ariel em bastidor de programação musical
Ariel em registro de arquivo com convidado
Ariel em encontro de rádio com artista convidado
Ariel em evento ligado à música
Ariel em bastidor durante a fase de locução

Perguntas frequentes

Quatro respostas curtas sobre o começo dessa história.

Quantos anos Ariel Alexandre tinha quando criou o Videolog?

A Gazeta do Povo registra que Ariel Alexandre criou o Videolog em 2004, quando tinha 21 anos.

Como Ariel Alexandre começou a empreender?

A história começa por volta dos 10 ou 11 anos, quando Ariel passou a alugar um pequeno equipamento de som. Como contou à Gazeta do Povo, na adolescência isso já tinha se transformado numa pequena empresa.

Quanto tempo Ariel Alexandre trabalhou com rádio?

Foram quase dez anos trabalhando com rádio. A trajetória começou em emissoras comunitárias e passou por Transamérica, Jovem Pan, pelo programa Turbulência e pela Rádio Mix antes da dedicação integral ao Videolog.

Qual é a relação entre o rádio e o Videolog?

Ariel e Edson Mackeenzy trabalharam juntos na Jovem Pan antes de criarem o Videolog. A convivência no rádio aproximou a dupla e ajudou a formar o repertório de comunicação que mais tarde seria levado para o vídeo na internet.

Fontes da história

Reportagens, gravações e registros que ajudam a documentar essa trajetória.